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O urro desforme devorava a noite. Tristeza. Dor. Sangue. Ódio. Desamparo, as cinzas da esperança. Tudo espalhando-se pela escuridão provocada pela mesma voracidade que tomava a eletricidade próxima totalmente para si. Os habitantes ao redor, impressionados, não sabiam o que fazer. Como uma colherada cheia de café da manha almoço jantar e lanches atravessasse uma garganta isolada nas trevas, sua luz caótica no decorrer de sua altura e comprimento. Tentáculos luminosos como grossas aglomerações de fibra ótica descolavam da torre e chicoteavam o chão, causando pontos de luz visíveis há dezenas de quilômetros dali, por aqueles acima dos pontos de impacto ou os que viam no céu a luz erguendo-se desafiando a natureza.
E, próximos a torre, quatro silhuetas desviavam do constante caos que tentava dizimá-los. Quatro silhuetas cansadas, machucadas, desesperadas em encontrar uma solução para a situação que se agravava exponencialmente toda vez que os impactos no chão faziam a luz refletir em suas roupas de diferentes cores, criando longas sombras onde os quatro, desesperados, dançavam pela vida; também criando uma sombra menor, numa silhueta deitada inerte sem vida, do que antes era sempre um glorioso brilho vermelho.
Os demais precisavam decidir o que fazer: se iriam abandonar a ínfima chance de fazer dar certo, sacrificando os quatro restantes criando um fulgor multicor, ou tentariam novamente desde o começo, lembrando suas falhas, seu treinamento, porém esquecendo suas emoções
E, como numa balança desregulada, o lado que precisava de menos escolhas foi o vencedor.
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